Um Blog onde poderão encontrar informações e conteúdos relativos ao mundo da flauta tranversal.
Desde divulgar eventos, intérpretes, críticas de novos cd’s, videos, links e conteúdo relevantes, esperamos que este possa ser blog de utilidade para quem o frequente.
Obrigado e uma Boa Visita para todos os que por aqui flauteiem!
De forma a criar um espaço cada vez mais interessante a todos os flauteantes, apelo para que deixem comments nos posts que vos interessarem e caso tenham alguma informação que gostassem ver divulgada no blog que o façam, ou de um tema novo, ou até para completar um artigo antigo…prometo na medida dos possíveis que tomarei nota dos vossos pedidos e sugestões.
Já agora, aproveito para informar que estas fotos simpáticas que vou postando do hamster é da artista Ellen van Deelen.
Um coro de flautas é um conjunto instrumental constituído inteiramente por instrumentos da família da flauta. Normalmente inclui piccolos, flautas, flautas alto, flautas e baixo, mas pode incluir outras flautas de harmonia, como a flauta contra-alto, flauta contrabaixo, flauta sub-contrabaixo e duplo contrabaixo. As suas dimensões podem variar desde um grupo de música de câmara de oito ou mais como de um grupo de quarenta ou mais.
Aqui se seguem alguns web-sites que promovem este tipo de ensemble:
O Autor começa por elaborar elaborar um cenário imaginário, um concerto de orquestra onde de todas as vezes que os violinistas iniciam uma nova frase, levantam os arcos dois palmos acima dos seus instrumentos levando inclusivamente os arcos a embaterem viciosamente nas cordas para produzir um ataque.
Logo a seguir o autor ridiculariza este cenário afirmando que isto nunca acontece, mas que se trata exactamente do efeito auditivo produzido quando se vêem alguns instrumentistas de sopro. Após esta introdução, o autor faz uma breve contextualização histórica dos instrumentos, nomeadamente da família das madeiras, ao mesmo tempo começa a delinear aquilo que lhe vai servir para iniciar a sua tese.
Daquilo que o autor afirma deve-se reter: que inicialmente as madeiras eram instrumentos imperfeitos e para que respondessem era necessário que o músico utilizasse a língua de uma forma violenta para obter um ataque forte. Hoje em dia isso não se justifica como necessário e é certamente anti-musical. Os instrumentos modernos estão muito bem pensados e adaptados, são agora quase perfeitos. O ataque necessário é apenas aquele que apoia o “ar”. É a pressão do ar que controla o volume sonoro (dinâmica) e nunca a língua, só sendo possível tocar fortíssimo com o ar. E ao consegui-lo podemos ainda utilizar a língua como se estivéssemos a tocar em pianíssimo. Um ataque muito forte com a língua não é desejável, para além disto, afirma ainda que se devem utilizar sílabas como “de”, “do”; “du”, em vez das mesmas começadas com a consoante “t”.
A língua deve estar sempre numa posição relaxada e natural dentro da boca, a sua função nunca pode ser a de interromper o som de uma nota ou de cortar a coluna de ar. Uma vez “atacado” o ar, a língua deve sair do caminho e não voltar ao céu da boca até que seja necessário produzir outra sílaba “d”.
A utilização da língua num instrumento de sopro para efeitos de articulação pode ser directamente comparável ao arcos nas cordas. A utilização da língua é nada mais do a forma de um instrumentista de sopro obter legatto e non legatto, enquanto os instrumentistas de cordas obtém isto através das várias formas de utilização do arco. Estes últimos nunca levantam ou param o arco quando têm de mudar a forma de o utilizar, apenas deixam que o arco se mantenha em movimento e apenas mudam a direcção. No que diz respeito a tocar um instrumento de sopro, deve-se manter o ar em constante movimento, e assim como o arco nas cordas apenas mudar, com suaves movimentos da língua, os sons “d”, atrás ou através do ar. “The air does not stop because you are tonguing; it must keep moving”.
São também feitas algumas considerações no que diz respeito a staccato. Aqui o autor enfatiza a relatividade do “termo”, sendo que neste caso staccato nao significa curto, como “o mais curto que for possível” e sim “mais curto do que o que está escrito”. Na sua grande maioria, instrumentistas de sopro vêem staccato e começam logo a atacar viciosamente, muito incisivamente, tocando o mais curto que são capazes. Isto é muitas vezes factor de distracção e desconexão da música que se está a tentar produzir.
Mesmo quando se tratam de passagens rápidas, o autor defende que não há necessidade de utilizar a língua de uma forma especialmente curta ou agressiva mesmo que esteja marcado staccato. E no caso de ser uma passagem mesmo muito rápida podemos ainda utilizar duplo staccato, acrescentando nesse caso uma sílaba formada com a consoante “g” a seguir à já falada “d”, substituindo assim os comuns sons guturais “t” e “k”. É sugerido o estudo n.º 21 do livro Twenty-Four Progressive Studies for the Flute, op. 33 de Joachim Andersen com tempo e forma de estudo.
Por fim o autor tece algumas considerações, nomeadamente: que não devemos ser dois flautistas, um que sabe utilizar a língua para um articulação específica e outro que sabe ligar muito bem, mais uma vez o som deve ser produzido através do ar e não da força da língua que se aplica. Explica, dentro dos mesmos moldes o que é o triplo staccato, como produzi-lo e como estudá-lo, indicando também um estudo de Andersen para o aperfeiçoamento deste tipo de articulação, o n.º 4 do caderno de estudos já falado.
A utilização da língua para produzir um tipo específico de articulação nunca deve ultrapassar os limites da indiscrição e da imposição durante uma performance. Ninguém vai a um concerto para ouvir um intérprete a utilizar a língua (articulação), vão sim para ouvir a música. Esta forma de articulação é apenas uma parte da técnica de tocar um instrumento e nunca deve ser uma ferramenta isolada, deve ser uma parte integrante da técnica.
Samuel Couto
Universidade de Aveiro – Departamento de Comunicação e Arte
Trabalho da disciplina de Pedagogia da Flauta Transversal
Sir James Galway, apelidado “o homem da flauta dourada”, é considerado um brilhante intérprete do repertório clássico e um artista completo que agrada a públicos de diferentes domínios musicais. Como o mais televisionado e gravado artista clássico actuando nos nossos dias, tornou-se uma lenda, um mestre musical moderno cujo virtuosismo na flauta é apenas igualado pelas sua ambição e visão ilimitadas. Através das suas extensas digressões, dos mais de 30 milhões de álbuns vendidos e das frequentes actuações internacionais em televisão, tornou-se um intérprete estimado por milhões de pessoas em todo o mundo.
Sir James Galway nasceu em Belfast e em criança começou a tocar numa flauta irlandesa (penny whistle) antes de a trocar pela flauta transversa. Prosseguiu os seus estudos no Royal College of Music e na Guildhall School of Music and Drama de Londres, seguindo-se o Conservatório de Paris. Começou a sua carreira na Sadlers Wells Opera e em Covent Garden, o que o levou a trabalhar com a Orquestra Sinfónica da BBC, onde tocou flautim, a Orquestra Sinfónica de Londres e a Royal Philharmonic Orchestra, onde foi Flauta Principal. Em 1969 foi nomeado Flauta Principal da Filarmónica de Berlim. Em 1975 iniciou uma carreira como solista e no espaço de um ano tinha dado mais de 120 concertos, incluindo actuações com todas as orquestras de Londres. Desde então, deu inúmeros recitais, actuou com as principais orquestras mundiais, participou em concertos de música de câmara, concertos de música popular e orientou cursos de aperfeiçoamento.
Sir James Galway interpreta as obras-primas de Bach, Vivaldi e Mozart, mas para além das suas actuações baseadas no repertório clássico de concerto, interpreta também música contemporânea, incluindo novas obras para flauta encomendadas pelo próprio ou escritas especialmente para ele, enriquecendo o seu repertório com obras de compositores como Amram, Bolcom, Corigliano, Heath e Liebermann.
Como professor e humanista, Sir James Galway é um incansável promotor das artes. Na sua ocupada agenda de intérprete encontra ainda tempo para partilhar a sua sabedoria e experiência com as novas gerações. É autor e editor de vários livros dedicados à flauta, incluindo uma colecção de métodos de flauta editados por G. Schirmer e Theodore Presser. Publicou recentemente um ensaio crítico sobre os Doze Estudos de Boehm op.15. Dedica muito do tempo livre ao seu trabalho como Presidente da Flutewise, uma organização voluntária não lucrativa que encoraja jovens flautistas por todo o mundo, incluindo jovens com deficiência e também provenientes de famílias com poucos recursos. Apoia várias instituições humanitárias, em particular FARA, SOS e UNICEF, das quais é representante especial.
Sir James Galway realiza extensas digressões nos Estados Unidos da América, na Ásia e na Europa. Os destaques da temporada americana de 2005-2006 incluem concertos com a National Symphony Orchestra, as Orquestras Sinfónicas de Chicago, Filadélfia e Boston e a Filarmónica de Nova Iorque. Em 2006 realiza uma digressão de concertos por 25 cidades com a Orquestra de Câmara Polaca, como solista e maestro, com a sua esposa Lady Jeanne Galway. Ambos estreiam uma nova obra de David Overton encomendada especialmente para esta digressão e para o ano Mozart, convenientemente intitulada as Flautas Mágicas.
A contínua presença europeia de Sir James Galway inclui actuações no Musikverein de Viena, no Festival de Salzburgo, no Royal Albert Hall em Londres, no National Concert Hall em Dublin, assim como na Alemanha, em Itália, em Espanha e na Suíça. Uma digressão no Extremo Oriente leva-o ao Japão e à Formosa. Mais recentemente, e em complemento aos numerosos compromissos para tocar e dirigir em todo o mundo, ocupou a ilustre posição de Maestro Convidado Principal dos London Mozart Players.
Sir James Galway tocou para altos dignitários, como a Rainha Isabel II, o Papa João Paulo II, o Presidente Clinton, o Príncipe Carlos, a Imperatriz do Japão, a Rainha da Noruega, a Princesa Diana e o Duque e a Duquesa de Wessex. Tocou com os Pink Floyd no seu memorável concerto no Muro de Berlim, no concerto do Nobel da Paz na Noruega e na conferência do G-Sete, patrocinada pela Rainha Isabel II no Palácio de Buckingham.
Sir James Galway foi nomeado “Músico do Ano de 1997” pela Musical America. Recebeu os prémios “Disco do Ano” das revistas Billboard e Cash Box, numerosos discos de ouro e platina, assim como o Grand Prix du Disque pelas suas gravações dos Concertos de Mozart. O seu 60º. aniversário foi comemorado com os “Sixty Years” de 1999, uma retrospectiva de 15 CDs editada pela RCA Victor Red Seal. A primeira edição de Sir James Galway na Deutsche Grammophon, intitulada “Wings of Songs” , atingiu o primeiro lugar no top de música clássica logo após o lançamento, em Agosto de 2004.
Sir James Galway gravou mais de 60 discos para a BMG/RCA Classics, que reflectem o domínio de um vasto repertório, desde os mestres tradicionais, ao folclore japonês e irlandês, ao jazz e à música para cinema. Mesmo as suas mais recentes edições revelam a lufada de ar fresco que Galway traz à sua arte musical. Actua em várias faixas da banda sonora do filme O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei, composta, orquestrada e dirigida pelo vencedor do Oscar Howard Shore. Em Dezembro de 2004, actuou “Ao Vivo no Lincoln Center”, em Nova Iorque, com uma audiência de 8 milhões de pessoas, só nos Estados Unidos da América.
Sir James Galway foi, por duas vezes, distinguido pela Rainha Isabel II de Inglaterra, em 1979 recebeu a “Order of the British Empire” e em 2001 foi armado Cavaleiro pelos serviços prestados à música. Em 2004 foi-lhe atribuído o President’s Merit Award no “Salute to Classical Music” dos Grammy’s. Em Maio de 2005, foi distinguido no Classic Brits Awards, no Royal Albert Hall de Londres, onde recebeu o ambicionado prémio Outstanding Contribution to Classical Music, celebrando os seus 30 anos como um dos mais destacados músicos clássicos do nosso tempo.
Tínhamos de começar por algum lado, por isso porque não começar por um grande “monstro” da flauta.
Encontrei um artigo na wiki sobre o senhor, em inglês, pena não estar traduzido, mas pareceu-me bastante completo, por isso e se derem uns toques no inglês leiam, acho que vale a pena. O Monsieur Emmanuel Pahud.